segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fumo e gravidez

Fumar durante a gravidez traz sérios riscos para a saúde da mulher e do feto. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma.
A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

"Proteger e promover a saúde das mulheres é crucial para a saúde e desenvolvimento, não só para os cidadãos de hoje, mas também para os das gerações futuras". Margaret Chan OMS – Organização Mundial de Saúde


Fontes:
U.S. Departament Of Health and Human Services. The health consequences of smoking: cardiovascular disease. Maryland, EUA. : CDC, 1984, n. 84-50204, p. 7-8, 109, 1984.

Vigitel Brasil 2010 – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Ministério da Saúde .

Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Falando sobre Tabagismo. Rio de Janeiro. 3ª edição, 1998.
Manual de Orientações – “Mulher, você merece algo melhor que o cigarro” - Dia Mundial sem Tabaco - 2010

Organização Mundial de Saúde. La mujer y el tabaco, 1993.

Rosemberg, A.M. Implicações do Tabagismo na saúde da Mulher. mimeo, 2002.

Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. IV Levantamento sobre o Uso de Drogas entre Estudantes de 1º e 2º graus em 10 Capitais Brasileira. UNIFESP, 1997.

Projeto Internacional de Avaliação da Política do Controle do Tabaco (Projeto ITC - 2009)
BORGES, M. T. T. Tabagismo em mulheres: as marcas de gênero no fumar feminino. Dissertação apresentada ao Instituto de Estudos de Saúde Coletiva, UFRJ, 2007.

Fonte: http://www1.inca.gov.br/tabagismo

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