domingo, 1 de maio de 2011

Irritação nos olhos - O incômodo costuma ser sinal de conjuntivite, olho seco, calázio e até mesmo consequência do excesso do uso de rímel

Como acontece?
Sintomas como sensação de areia nos olhos, vermelhidão exagerada ou olhar lacrimejante podem aparecer depois de mergulhos, devido à existência de uma substância estranha, por causa do vento, do uso de lentes de contato, além da proximidade com poluição e fumaça ou graças a algumas doenças oftalmológicas. Uma das primeiras atitudes deve ser retirar o possível agente estranho com soro fisiológico, água abundante ou lágrima artificial, isso aliviará as indisposições. No caso da maquiagem, que também colabora para a irritação, a saída é recorrer àquelas hipoalergênicas, elaboradas para peles mais sensíveis. Consulte um médico e preste atenção na sua rotina e higiene. Além de um perigo para a visão, olhos irritados não contribuem para uma aparência saudável. 


Pode ser conjuntivite
Aparece quando a membrana delgada cobre a região branca do globo ocular. Geralmente é infecciosa, causada por fungos, vírus e bactérias. Além disso, possui também razões químicas e alérgicas, resultado de uma provável exposição a algum agente irritante. As virais são sempre transmitidas por meio do contato de uma pessoa com outra, em ambientes fechados ou por meio de objetos contaminados, como toalhas e maquiagens. Os vestígios, comuns pelos olhos vermelhos e ardor, são o primeiro passo para que se procure um oftalmologista que indique o método apropriado de cuidado, como compressas com água fria ou colírios à base de cloreto de sódio. 

Atenção à blefarite!
Os indícios são os mesmos, aquela ardência desconfortável, muita coceira e olhos inchados. A doença, que inflama as pálpebras, dá uma impressão de vista borrada e é dividida em alérgica ou de caráter seborreico, o qual interrompe as glândulas responsáveis pela fabricação da camada oleosa da lágrima. O maior vilão para o desenvolvimento do mal é a aplicação inapropriada do rímel. Usado durante muito tempo, ele tem a capacidade de desestabilizar as glândulas sudoríparas e lacrimais. Seu tratamento é feito por meio de pomadas antibióticas, colírios lubrificantes e corticoide.

Cerato conjuntivite seca Conhecido como olho seco, caracterizase como um grau de ressecamento difícil de controlar e desenvolve-se quando a produção de lágrimas é insufi ciente, o que leva a uma dessecação da córnea. Seu diagnóstico é baseado no exame clínico e na realização de diversos testes. Um deles, o Schirmer lacrimal, avalia a quantidade de camada aquosa produzida. O de fluoresceína é utilizado para identificar a presença de úlceras corneanas. Os cuidados têm como objetivo a lubrificação, a redução do crescimento bacteriano e o estímulo de formação natural de lágrimas.

Se for culpa do calázio
O calázio é uma exaltação crônica que surge na pálpebra inferior e na superior como um tumor ou nódulo endurecido, gera o inchaço da região, mas não afeta a visão e é indolor. Esse tumor é determinado pela inflamação de uma das glândulas produtoras de material sebáceo. Frequentemente confundido com o hordéolo, popularmente chamado de terçol, é mais grave e seu tratamento pode ser feito com compressas mornas, injeção de esteroides ou processo cirúrgico.

Quando a causa é o tracoma
Comum em regiões subdesenvolvidas, marcadas por pouca higiene ou más condições sanitárias, é um incômodo de origem bacteriana e altamente contagioso. Capaz de ocasionar comprometimentos na córnea e na conjuntiva, também provoca fotofobia, dor e lacrimejamento. A doença é transmitida por meio do contato direto com olhos, nariz e secreções bucais de pessoas afetadas ou, ainda, por objetos tocados pelos indivíduos acometidos pelo tracoma. Se não for tratada de forma correta, com antibióticos orais, tem chance de levar à cegueira.

Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/96/irritacao-nos-olhoso-incomodo-costuma-ser-sinal-de-conjuntivite

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