terça-feira, 31 de maio de 2011

Anomalias do Útero - Útero Bicorno, Didelfo, Septado e Unicorno


Diversas são as anomalias uterinas, algumas das quais podem estar relacionadas com infertilidade, aborto de repetição ou partos prematuros.  No entanto, mesmo portando alterações, a grande maioria das mulheres consegue conceber.  A American Fertility Society dividi as alterações em 7 tipos, os quais tentarei resumir:
- Hipoplasia ou Agenesia: ausência de desenvolvimento resultando em alterações uterinas e vaginais como genitália externa e trompas de falópio normais; útero rudimentar; oclusão vaginal entre outras anomalias.

- Útero unicorno: Ausência de desenvolvimento de um dos cornos uterinos.

- Útero Didelfo: Dois cornos uterinos e duas cérvices.  Em 75% dos casos possui também septo vaginal.

- Útero Bicorno: Dois cornos uterinos e um colo, podendo em alguns casos também possuir septo.

- Útero Septado: Possui um septo, ou divisão.  Completo, pondendo alcançar a cérvice, inclusive se estendendo até a vagina; ou parcial, quando o septo não divide toda a cavidade uterina.

- Útero Arqueado: de menor relevância

- Útero em forma de T: conseqüência de um medicamento dos anos 30, já fora de circulação.

Em termos de bons resultados gestacionais, entre útero bicorno, didelfo, unicorno e septado, os desempenhos seguem esta ordem, o melhor resultado é com o útero bicorno, com a sobrevida da maioria dos bebês, sendo que o útero septado trás os resultados menos favoráveis.  Entretanto, é possível a cirurgia de remoção do septo, indicado especialmente quando há histórico de infertilidade ou abortamento.
O principal exame para diagnosticar com precisão uma anomalia uterina é a histeroscopia.  Outros exames auxiliares são a histerosalpingografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética.  A histeroscopia-laparoscopia pode ser útil para diferenciar o útero septado do bicorno, além verificar a permeabilidade tubária, a presença de aderências e tratar a endometriose.  Pode ser de boa utilidade também para monitorar a retirada do septo via histeroscopia.  




Bibliografia:

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