quarta-feira, 23 de março de 2011

Exposição 'Cerrado, a mãe d'água'

O Espaço Tom Jobim Cultura e Meio Ambiente e o Instituto Antonio Carlos Jobim se juntam a todas as vozes que alertam para a necessidade e urgência de preservar os biomas brasileiros com a apresentação da exposição “Cerrado, a Mãe d’água”. A mostra, que tem como objeto o cerrado brasileiro, se realiza    na seqüência de duas exposições que também tiveram o meio-ambiente como tema: “Toda a minha obra é inspirada na Mata Atlântica” e “Amazoniando”.
O Cerrado é hoje o bioma brasileiro que mais sofre alterações com a ocupação humana. É preciso preservar o que ainda existe. O conhecimento, a tomada de consciência do risco iminente e a disposição para revertê-lo são essenciais para se encontrar novos caminhos.
E são muitos os que já iniciaram essa caminhada, apontando estratégias para sistemas de produção rentáveis, ecologicamente sustentáveis e socialmente justos.

Tom Jobim, que inspirou a criação do espaço, costumava dizer que para entender de uma coisa é preciso amar.  Isso cria uma capacidade e um interesse que direcionam o olhar. Seguindo nessa trilha, convidamos você a compartilhar o olhar pelo Cerrado dos artistas Cafi, Sergio Bernardes, Paulo Jobim e do jornalista Washington Novaes.  
Celebrar a beleza e alertar para sua degradação – dupla missão, a que cada um dos expositores se dedicou, criando e recriando imagens desse bioma tão vasto e ainda desconhecido.
Com a curadoria de Paulo Jobim, a mostra multimídia se inicia pelo próprio galpão da exposição, onde o visitante será guiado pelas fotografias e pelas vídeo-instalações de Paulo Jobim, com curadoria musical de Tavinho Moura. Em um primeiro momento, o Cerrado é apresentado através de um mapa e um vídeo focando aspectos do clima – os ventos, a terra e as águas.
As primeiras imagens são da natureza primária trazendo a flora e a fauna como símbolos. Os indios, como os primeiros povos também se apresentam. Através de uma grande projeção de cachoeira e de uma belíssima fotografia de um butitizal chega-se ao ambiente da cultura do sertão atual, já com a presença do gado e do sertanejo. Esta sala é também ambientada por uma projeção vertical de fotografias aéreas.
O fotógrafo Cafi, Carlos Assunção Filho, autor das fotografias das primeiras salas, percorreu o sertão de Guimarães Rosa, e inclusive fotografou o personagem Manuelzão. É também de sua autoria a montagem de fotos sobre a música Matita Perê de Tom Jobim e Paulo Cezar Pinheiro, que se encontra em outra sala da exposição.
Caminhando mais um pouco, num ambiente de redes e bancos, apresenta-se um panorama de imagens do Cerrado num tríptico (videos em 3 telas) sobre natureza e cultura dos povos do cerrado.  Fechando a exposição, em homenagem ao cinegrafista Serginho Bernardes, são exibidos dois filmes dele com lindas imagens do cerrado.
Em uma sala anexa ao galpão, são exibidas seções contínuas de um documentário do jornalista Washington Novaes, “Cerrado Urgente”, com uma visão mais científica dos problemas do Cerrado.
A exposição “Cerrado, a mãe d’água” dentro do Jardim Botânico é um convite ao visitante a conhecer e se surpreender com este bioma brasileiro tão rico, misterioso e ameaçado. As imagens irão mostrar um Cerrado que vai muito além dos troncos retorcidos e uma vegetação escassa, é o berço das águas, no coração do Brasil.
Exposição 'Cerrado, a mãe d'água'  
Local: Galpão das Artes, em frente ao Teatro Tom Jobim
Data: de 23 de março a 20 de maio
Horário de Funcionamento:    de terça a domingo, de 10 às 17 horas . 
Endereço:  Rua Jardim Botânico nº: 1008, Jardim Botânico - Rio de JaneiroCep: 22460-000
Telefone:  2274-7012

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