sábado, 12 de março de 2011

Como prever um tsunami?

Saiba como os cientistas detectam a onda
Por: Salvatore Siciliano, Departamento de Vertebrados, Museu Nacional/UFRJ.
Publicado em 15/11/2001 | Atualizado em 04/08/2010
Muitos países atingidos por tsunamis construíram centros para estudar esse fenômeno, como o Japão, os Estados Unidos, a Austrália e a Costa Rica. O objetivo é evitar catástrofes maiores. O monitoramento é feito através de sismógrafos -- aparelhos que medem tremores de terra -- posicionados ao redor do planeta e que emitem dados diários sobre a movimentação no interior da Terra. Os observatórios trocam esses dados e outras informações para que os pesquisadores possam prever quando um tsunami acontecerá e quanto tempo será necessário para ele chegar à costa, por exemplo. Com esse cuidado, as pessoas podem ser retiradas rapidamente das áreas de risco e levadas para locais seguros. Assim, o número de vítimas e os prejuízos materiais diminuem.

Os centros de estudo também ajudam a evitar alarmes falsos. No Havaí, por exemplo, boatos sobre a chegada de tsunamis colocaram a população em pânico. Mas os nativos da ilha já adotaram um lema: nunca permanecer muito tempo de costas para o mar.

Há centros de pesquisa que também estudam a possibilidade de o impacto da queda de asteróides nos oceanos em tempos remotos ter provocado fortes tsunamis. Como conseqüência, mudanças drásticas na zona costeira teriam ocorrido, como o desaparecimento de algumas espécies e mudanças nos rumos da evolução de outras.

Esses fenômenos naturais mostram como a Terra é dinâmica, está em constante mudança e que é preciso aprender a conviver com eles!

Salvatore Siciliano,
Departamento de Vertebrados,
Museu Nacional/UFRJ.

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