segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cancer de Pele

Independentemente de seus planos de ir para a praia ou não neste verão, vale a pena ficar por dentro dos toques da dermatologista Carla Albuquerque sobre o câncer de pele. Você sabia que nenhum método garante proteção total contra a doença? E que esse é o tipo de câncer mais frequente no Brasil? A boa notícia é o alto índice de cura se diagnosticado precocemente. Confira!

O câncer da pele atinge mais as pessoas de pele clara do que as pessoas negras ou de peles mais escuras.
Verdade. As pessoas de pele clara possuem menor quantidade de melanina, pigmento que confere uma proteção natural extra aos danos causados pela radiação solar.

O câncer de pele é hereditário.
Depende. Não é necessariamente hereditário, mas há uma participação da genética no caso do melanoma, o mais agressivo dos cânceres de pele. O risco de desenvolvimento de melanoma em indivíduos com parente de primeiro grau que também tenham o tumor é cerca de 2 a 3 vezes maior que para pessoas sem história familiar da doença.

Existem outras causas do aparecimento do câncer de pele além da exposição ao sol.
Verdade. A exposição solar crônica é o fator mais importante na gênese de um câncer de pele. Mas outros fatores, como a idade do paciente, também influenciam no aparecimento da doença. O risco de uma pessoa aos 75 anos de idade desenvolver um carcinoma basocelular (CBC) é cinco vezes maior se comparado a um indivíduo com a mesma cor de pele aos 50 anos de idade. Já o tabagismo, outra causa comprovada, pode desencadear o aparecimento do carcinoma espinocelular (CEC).

Qualquer pessoa pode ter câncer de pele.
Verdade. Até mesmo pessoas de pele negra, embora a incidência seja bem menor nesse tipo de pele quando comparado com as pessoas de pele clara.

Se uma pessoa se expor ao sol durante três dias nublados receberá a mesma radiação do que se tivesse se exposto apenas a um dia de sol.
Mito. A radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo ao longo dos anos, mas não podemos fazer essa conta de três dias nublados = um dia de sol, já que mesmo em dias nublados até 80% da radiação pode atingir a superfície da Terra. O efeito cumulativo da radiação UV diz respeito ao sol que a pessoa tomou ao longo da vida e que a pele "não esquece". E pode se manifestar por meio de manchas, telangiectasias (dilatações vasculares), envelhecimento precoce ou câncer da pele.

O nariz é a parte do corpo mais sujeita ao câncer de pele.
Depende. Todas as áreas do corpo expostas ao sol estão sujeitas ao câncer da pele.

Ficar o tempo todo embaixo do guarda-sol é suficiente para evitar o câncer de pele.
Mito. Essa medida não funciona como prevenção da doença, já que a areia reflete 17% da radiação solar e a grama, 25%. Portanto, protetor solar e roupas com tecidos leves são indispensáveis, até mesmo na "sombrinha".

O câncer de pele tem cura.
Verdade. Quando detectado precocemente, são altos os percentuais de pacientes que curam esse tipo de câncer. No Brasil, não existe o número exato do percentual de cura, mas sabemos que o carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, é também o menos agressivo, isto é, possui índices de cura altíssimos. O segundo câncer de pele mais freqüente é o carcinoma espinocelular, com 25% dos casos e o melanoma, detectado em apenas 4% dos pacientes. O melanoma é o câncer de pele mais agressivo e que pode levar à metástase e até a morte.

As manifestações do câncer de pele são apenas superficiais, como manchas na pele.
Mito. Há casos em que o câncer pode progredir e atingir outros tecidos como tecido celular subcutâneo, cartilagens, músculos, além de ocorrer metástase para linfonodos, fígado, ossos, pulmão e cérebro. Portanto, pessoas que tenham feridas na pele que demorem a cicatrizar, variação na cor de sinais, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram, devem recorrer o mais rápido possível ao dermatologista.

Um câncer de pele pode ser autodiagnosticado.
Mito. O diagnóstico é feito pelo exame clinico feito pelo dermatologista , além de uma biópsia de pele da lesão suspeita. É possível usar também a dermatoscopia digital, um exame que dá detalhes de lesões suspeitas e que pode auxiliar na avaliação de pintas e no diagnóstico de melanoma.

O bronzeador protege contra os raios solares nocivos à saúde.
Mito. Como o próprio nome diz o bronzeador não tem a proposta de proteger, mas, sim, de bronzear. Geralmente, a proteção oferecida por esses produtos é mínima e não confiável.

Sentimos dor quando aparece o câncer de pele.
Depende. Na grande maioria das vezes, a pessoa não sente dor, mas há casos de  pacientes que relataram o sintoma.

Roupas com tecidos especiais protegem totalmente contra o câncer de pele.
Mito. Nenhum método garante proteção total contra o câncer da pele, uma vez que existem vários fatores envolvidos, como exposição solar atual e pregressa, genética, tabagismo, hábitos de vida, entre outros. As roupas com tecidos que recebem tratamento com fotoprotetores protegem contra até 98% dos raios UVA e UVB, dependendo da qualidade do tecido utilizado. São bastante indicados para crianças e para aqueles em que a proteção solar com cosméticos deve ser reforçada, como pessoas com antecedente pessoal ou familiar de câncer da pele, com tendência à manchas, que tenham a pele muito clara ou que praticam esportes ao ar livre.

Fonte: Revista Viva Saúde

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