quinta-feira, 17 de junho de 2010

A vacina H1N1 acusa HIV positivo ?


Isto pode acontecer sim. No entanto, é um falso positivo, que não tem problema algum, não indica qualquer problema e os exames de HIV podem ser positivos até 100 dias após a vacinação. Isto é incomum, mas não é considerado pela Anvisa como um problema. A vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV. 
Aqui no Brasil, para detectar a Aids no organismo, geralmente é feito um exame chamado Elisa (Enzyme-Linked Immuno Sorbent Assay), que permite a detecção de anticorpos específicos no sangue. Este teste é usado no diagnóstico de várias doenças (não só a AIDS) que induzem a produção de imunoglobulinas (anticorpos). Este método utilizado se baseia na interação anticorpo-antígeno. Ou seja, o sangue é exposto a um antígeno do HIV (proteína p24) e então, caso o sangue já tenha contato com essa substância antes (no caso, se a pessoa está com AIDS) os anticorpos estarão presentes e vão se ligar ao antígeno. Resumindo: O Elisa procura no sangue os anticorpos que, naturalmente, o corpo desenvolve em resposta à infecção pelo HIV. É um método muito sensível e pouco específico, então, normalmente é feita uma contra-prova com outro exame para certificar o positivo para HIV.
O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo chamada Imunoglobina M (IgM), a primeira defesa do organismo contra infecções. Nesse processo, a presença de anticorpos dirigidos a outros agentes infecciosos que podem ser similares ao HIV, produziria resultado falso positivo nos exames. Ou seja, a vacina “engana” o Elisa, a reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.
A vacina contra gripe suína engana o teste de HIV e dá um resultado falso positivo.

Fonte: Diário de Biologia

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