quarta-feira, 17 de março de 2010

Por que os egípcios eram enterrados com seus pertences? Saiba o que esse povo fazia para viver bem, em outro mundo, depois da morte

No Egito antigo, as pessoas acreditavam que depois da morte a vida continuava em outro lugar, num outro mundo. Apesar de sentirem a falta das pessoas que morriam, eles não achavam a morte triste. Pelo contrário, acreditavam que a vida para onde iam seria muito boa e parecida com a que viveram na terra. Por isso, era necessário levar tudo o que lhes pertenciam para esse outro mundo.

Para os egípcios, o outro mundo era a morada dos deuses. Somente pessoas que tivessem sido justas, não tivessem mentido ou feito maldades durante sua vida poderiam viver lá. Assim, quando um rei egípcio ou faraó – considerado um enviado dos deuses à Terra e, por isso, uma pessoa sem defeitos – morria, colocavam na sua tumba tudo o que achavam que ele iria precisar usar no outro mundo, pois, certamente, viveria com os deuses.

Claro que o corpo não poderia ficar fora dessa, não é mesmo? Mas, para levá-lo em perfeita ordem para o mundo dos deuses, era preciso mumificá-lo. Assim, estaria sempre conservado, belo e saudável no outro mundo. Junto com o corpo iam também roupas, perfumes, jóias, comida, instrumentos musicais, textos e o que mais coubesse na tumba. Só havia uma coisa que os reis egípcios não gostavam em relação à idéia de morrer: o fato de terem de trabalhar no outro mundo. Isso mesmo! Eles acreditavam que lá, no “além”, teriam de trabalhar como todo e qualquer egípcio para comer, beber e vestir boas roupas. Foi, então, que apareceram os ushabits.

Os ushabits eram pequenas estatuetas de madeira, gesso ou pedra, feitas pelos artesãos egípcios, para trabalharem no lugar do faraó, no outro mundo. Eram cópias fiéis de seus donos. Segundo a crença egípcia, no outro mundo as estatuetas ganhavam vida quando eram acordadas pelos reis para fazerem o serviço. Para isso, os faraós liam um texto, como uma fórmula mágica, que vinha inscrito na estatueta.

Alguns reis tiveram a idéia de fazer um ushabit para cada dia do ano; outros encomendavam um número ainda maior, assim, caso o ushabit se rebelasse e não quisesse trabalhar naquele dia, tinham outro para substituí-lo. Espertos, não?!
 
Fonte : CH das Crianças

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