quarta-feira, 17 de março de 2010

Cérebro: quanto maior melhor? Será que o tamanho do cérebro dos animais está relacionado a sua inteligência?

O cérebro é um órgão que controla diversas funções do corpo e freqüentemente é associado à inteligência. Nós dependemos dele para sentir emoções, falar, andar, enxergar, realizar cálculos e outras tarefas do dia-a-dia.

Além dos seres humanos, outras espécies de animais possuem cérebro. Mas os cérebros de todos os animais são iguais?

Vamos tentar responder a essa questão comparando dois mamíferos de tamanhos bem diferentes: a baleia azul e os humanos. 
 

Comparando o peso do cérebro da baleia azul com o dos humanos concluímos que nosso amigo mamífero marinho tem um cérebro quase cinco vezes mais pesado. A pergunta é: seriam as baleias animais mais inteligentes por ter um cérebro maior?

Bom, até o momento não vimos nenhuma baleia usando computador, nem escrevendo livros, nem mesmo amarrando os sapatos. Mas pode ser que baleias tenham um outro tipo de inteligência...

De qualquer maneira, embora a existência de uma maior massa cerebral permita o desenvolvimento de habilidades complexas, o que importa para um animal não é só o tamanho ou peso cerebral. O número de neurônios, por exemplo, também deve ser levado em conta.

O peso do cérebro está relacionado com o número de neurônios, e muitas vezes está também relacionado ao peso total do corpo do animal. Por isso a baleia azul precisa de um cérebro maior e com mais neurônios para controlar quase 100 toneladas!

Ainda sim, nós humanos somos considerados, em alguns aspectos, a espécie animal mais inteligente do planeta. Essa idéia talvez se deva à nossa própria vaidade: nós pensando sobre nós mesmos.

Determinar qual (ou quais) característica (s) do nosso cérebro nos faz tão inteligente é ainda um grande desafio para a ciência. Mas conhecemos alguns aspectos do funcionamento desse órgão que são fundamentais para o sucesso de uma espécie na natureza.

É preciso ter em mente que todos os cérebros são especiais. Animais com cérebros muito pequenos também podem possuir características cerebrais únicas e muito importantes para sua sobrevivência.


A estratégia do musaranho

O musaranho (veja a foto ), por exemplo, é um animal pequeno – cujos menores representantes podem ter apenas 52 milímetros de comprimento – e que possui um dos menores cérebros entre os mamíferos. Ele vive escondido entre pedras e tocas, e tem hábitos noturnos. Por habitar ambientes escuros, não tem capacidade de enxergar os detalhes dos objetos. Então, quando quer conhecer algo ou explorar alimentos usa o tato, encostando-se ao que encontra pelo caminho.

Habilidade semelhante é desenvolvida por pessoas deficientes visuais: freqüentemente elas usam as mãos para se guiar e conhecer os objetos à sua volta. Mas se você pensou que o musaranho usa as patas para obter alimentos ou conhecer seu habitat, errou! Ele usa os bigodes – ou vibrissas, como chamam os cientistas.

Quer saber como ele faz isso? Então, entenda o seguinte: o cérebro de todos os mamíferos se divide em áreas. Algumas dessas áreas interpretam as informações do tato, outras da visão, audição etc. O musaranho, por ser praticamente cego tem uma área visual pequena no cérebro. Em compensação, possui uma maior área do tato. Dentro desta área, uma grande parte recebe somente as informações do que os bigodes estão encostando.

Agora diz aí: é possível que um homem no escuro use seu bigode para encontrar seus óculos perdidos? Claro que a experiência não daria certo, não é mesmo? Certamente ele iria preferir acender a luz ou, se não fosse possível, usaria as mãos para tatear. Afinal, o cérebro humano não é especializado em encontrar objetos através dos bigodes, como o do musaranho.

Moral da história: não há cérebros melhores ou piores. Cada cérebro é adaptados às necessidades de cada animal!

Fonte : CH das Crianças

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