terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Como funciona a caneta esferográfica ?


A melhor maneira de entender como uma caneta esferográfica funciona é observar o mecanismo daqueles frascos de desodorante que tem uma 'bola' na ponta (os chamados 'roll-on'), bastante usados pelos adultos. O mecanismo da caneta esferográfica é praticamente o mesmo.

A tinta, que é viscosa e seca rapidamente para evitar borrões, fica no reservatório, naquele tubinho longo de plástico. O mais importante, porém, é notar que, na pontinha da ponta, dá para ver uma pequena esfera – daí o nome esferográfica. Essa esferazinha, apesar de estar presa à pontinha da caneta, tem uma pequena folga para girar livremente (assim como a bola do 'roll-on'). O diâmetro da esfera vai, em média, de 0,5 milímetro, na escrita fina, a 1,4 milímetro, na escrita bem grossa.

Quando escrevemos com uma caneta esferográfica sobre o papel, a esfera gira por causa do atrito e traz a tinta do reservatório para fora, espalhando-a sobre o papel.

Tanto uma caneta esferográfica comum quanto o desodorante 'roll-on' não funcionam se a ponta estiver para cima (faça o teste!). Por quê? Bem, essas duas grandes invenções dependem da gravidade para 'puxar' a tinta (ou o líquido) para baixo, fazendo-os molhar a esfera. Portanto, nessa posição, a esfera da caneta e a bola do desodorante ficam secas e começam a falhar.

As canetas esferográficas modernas foram inventadas em 1938. No início, eram muito caras, vazavam com facilidade, porque a tinta era pouco viscosa, e falhavam muito. No final da década de 1940, passaram a ser fabricadas em grandes quantidades, a custar baratinho e a funcionar melhor. Hoje, uma só fábrica pode produzir milhões desses fantásticos instrumentos por dia. E já existe caneta esferográfica que escreve de cabeça para baixo.


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